Ouro Preto e Minas Gerais seguem sem registros de gripe aviária - Saiba quais são as orientações

Notícia publicada em 26/05/2023
por Vanência Magela


Imagem: Banco de imagens

O Brasil já tem 8 casos confirmados de gripe aviária em humanos e mais 4 casos suspeitos nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Com isso, no último dia 22, o Ministério da Agricultura, Agropecuária e Abastecimento decretou estado de emergência zoossanitária pelos próximos 180 dias. Em Minas Gerais, até o momento, não há registros da doença.

O vírus responsável pela transmissão da gripe é o Influenza tipo A que acomete ,principalmente, aves silvestres, com maiores índices de contaminação nas aves aquáticas (patos, marrecos e gansos). Entretanto, a enfermidade também pode atingir aves domésticas.

A transmissão acontece de forma horizontal, ou seja, de ave para ave, e de duas maneiras, direta e indireta. A direta é por meio de secreções do sistema respiratório e digestivo, já a indireta, ocorre através de equipamentos, roupas, calçados, insetos, alimentos e água contaminada.

Os sintomas em animais são problemas respiratórios, espirros, tosse, corrimento nasal, queda na postura, produção ou alteração nas cascas, ovos e hemorragias. Nos humanos, os sintomas são semelhantes à gripe comum (dores no corpo, problemas respiratórios e febre alta), o que pode dificultar o diagnóstico devido ao número de doenças semelhantes presentes neste período do ano.

“Não tem tratamento e é altamente contagiosa, infelizmente, as aves contaminadas precisam ser sacrificadas e serem corretamente descartadas para conter o vírus. Em caso de suspeita, deve-se notificar a Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) para que eles possam pegar o animal. Em seguida, é feita a notificação ao Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) para montar a barreira sanitária no local”, explica Bruna Santana, médico-veterinária da Secretaria de Agropecuária de Ouro Preto.

Neste momento, o importante é a prevenção e a atenção aos sintomas e buscar atendimento médico na UPA mais próxima, se necessário. Mas, atenção, não é permitido ou necessário assumir uma postura radical de execução de aves! Elas são importantes para o nosso ecossistema e mantêm um equilíbrio ambiental, e caso o processo seja feito de forma errada, o risco de contágio pode ser ainda maior.

Os proprietários de criadouros de aves na região devem procurar a Secretaria de Agropecuária para realizar o registro de seus animais para que, em caso de emergência, o Município possa oferecer o suporte necessário.

 

Telefones para notificação em caso de suspeita ou dúvidas:

98605-8471 (UVZ)

3561-6624 (IMA)

3559 3249 (Secretaria de Agropecuária)

 

 

Texto: Mariana Marques / Revisão: Victor Stutz

 

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