DIA MUNDIAL DE COMBATE À AIDS

Notícia publicada em 01/12/2021
por Nathália Silva


DIA MUNDIAL DE COMBATE À AIDS
Imagem: Arte: Lucas Campos

Texto: Dra. Ana Cláudia Morandi

No dia 1º de dezembro celebra-se anualmente “O Dia Mundial de Combate à AIDS”. O objetivo desta data é alertar toda a sociedade sobre essa doença, promover troca de informações, de experiências e estabelecer um espírito de tolerância social. É preciso chamar a atenção de todos para a prevenção, tratamento e acabar com o preconceito.

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Sida/Aids) é causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Ele é mais comumente transmitido durante a relação sexual sem uso de preservativo e pela troca de fluidos corporais. O contágio também pode acontecer durante a gravidez, no parto, em transfusões sanguíneas, transplantes de órgãos, pela amamentação e por compartilhamento de agulhas contaminadas e objetos perfurocortantes. Diferentemente do que muitos pensam ser HIV positivo, não é o mesmo que ter Aids. A Aids é o estágio mais avançado da doença, quando o sistema imunológico encontra-se bem debilitado.

A Aids é uma doença que não mata por si só. Por causar um grande impacto no sistema imunológico, o paciente fica sujeito a muitas doenças que se manifestam de maneira oportunista nesse momento de fraqueza. Assim sendo, não se morre de Aids, morre-se das complicações geradas pelas doenças oportunistas.

Desde os primeiros casos de Aids descobertos nos Estados Unidos, Haiti e África Central em 1977 e 1978, muito se aprendeu sobre a doença e seu tratamento. No Brasil, o primeiro caso foi diagnosticado em São Paulo, em 1980.

Em 1991, iniciou-se a compra de medicamentos antirretrovirais para distribuição gratuita e, em 1993, o Brasil começou a produção do coquetel que trata a Aids (AZT). Em 1996, foi criada uma lei sobre o direito do doente de receber os medicamentos gratuitamente, o que impulsionou a melhora da qualidade de vida dos milhares de infectados. O Brasil avançou muito na luta contra a doença, atualmente, temos disponíveis gratuitamente no SUS 19 medicamentos e várias combinações destes que garantem um tratamento adequado. Hoje, o tratamento é bem mais simples e com poucos efeitos colaterais.

Desta forma, as pessoas vivendo com HIV têm vida mais longa e de melhor qualidade. A Aids, até o momento, é uma doença que não possui cura, portanto, devemos também nos preocupar com sua prevenção. Hoje, o Ministério da Saúde trabalha com o conceito de prevenção combinada.

Assim, entre os métodos (ações) que podem ser combinados (as), estão: a testagem regular para o HIV, que pode ser realizada gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS); a prevenção da transmissão vertical (quando a gestante é soropositiva e pode haver a transmissão do vírus para o bebê); o tratamento das infecções sexualmente transmissíveis e das hepatites virais; a imunização para as hepatites A e B; a redução de danos para usuários de álcool e outras drogas; a profilaxia pré-exposição (PrEP); a profilaxia pós-exposição (PEP); e o tratamento para todas as pessoas que já vivem com HIV.

É importante observar que não se contrai Aids com um simples aperto de mão ou abraço em uma pessoa vivendo com o HIV. Vale ressaltar também que uma pessoa com o vírus pode relacionar-se e trabalhar normalmente. Além disso, a Aids não é uma sentença de morte e que é possível, sim, viver bem com a doença.

O dia 1º de dezembro serve, portanto, como um alerta sobre a Aids e como uma forma de repensarmos nossas atitudes com os portadores da doença. Não se trata de um dia exclusivo para informações de saúde, é um dia que também nos remete à compaixão e solidariedade.

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