Lavras Novas

Passado os primeiros anos da exploração aurífera, caracterizado pela exploração intensa, muitas minas se esgotaram rapidamente, trazendo estagnação econômica a vários lugarejos e arraiais. Todavia, novas expedições continuaram esquadrinhando o território minerador, mesmo já encontrados os veios de maior abastança. Neste contexto se insere o surgimento de Lavras Novas que, como o próprio nome indica, marca lugar de exploração aurífera mais recente, se comparada com outros arraiais mais antigos (como São Bartolomeu e Antônio Pereira).
Em 9 de outubro de 1762, a pedido dos moradores do lugar, a Capela de Nossa Senhora dos Prazeres foi erigida à capela filial da Freguesia de Santo Antônio de Itatiaia (atual Itatiaia, distrito de Ouro Branco). Este orago - Nossa Senhora dos Prazeres - é bastante incomum na região das minas.
Guarda o povoado ainda a característica dos primeiros arruamentos abertos pelos mineradores, sem grandes intervenções posteriores: é certo que o casario não é original ou possui homogeneidade, mas o formato de acampamento, ereto em torno da antiga ermida, foi mantido no largo que se formou à frente e aos fundos da atual igreja (reerguida, ao que parece, na segunda metade do século XVIII). O gracioso cruzeiro de pedra, que orna o largo citado, é símbolo da fé dos primeiros povoadores, marcando o fervor religioso barroco no espaço público das ruas.
Corre lenda muito disseminada que o local tenha em sua origem um quilombo para o que, contudo, não encontramos documentação comprobatória. A prevalência da população negra tem cerne no século XIX quando o exaurimento das lavras deve ter forçado o abandono da população branca que, já à esta época, deveria estar em profundo processo de mestiçamento. Lavras Novas só foi elevada à categoria de distrito no ano de 2005.

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